Três dúvidas que se transformaram na dúvida da composição

Tenho três questões em vista hoje. Às vezes, me sinto perto demais de tudo o que eu quero. Outras vezes, me sinto longe e distante demais pra alcançar. E ainda, tem vezes, que esqueço completamente o que é que eu quero alcançar e o que me trás as sensações anteriores.

Talvez porque, nesses últimos meses, as canções não me dizem mais nada e eu acabo achando que amar não é nada comparado ao que poderia ser. Porque ouço histórias dos meus amigos, relatos sobre seus amores não-correspondidos ou mal-correspondidos, e sinto que eu não devia tentar pular do penhasco tentando atingir aquele pequeno copo d’água que tem lá embaixo. Acho que devia me concentrar naquele lado profissional que nunca tentei descobrir, ser escritor, ser publicitário, ser qualquer coisa que não me envolva nos emaranhados do amor. Tentar ser eu não-apaixonado, tentar apenas me concentrar em ser feliz sem alguém em quem gerar expectativas. O problema é, na realidade, esse de tentar desenvolver o meu eu não-apaixonado quando eu sempre vou em direção a algo que nunca vai dar certo, sonhos puramente ilusórios que nunca poderão ser alcançados, como ir até a Lua subindo qualquer escada que apareça no meu caminho.

Ando querendo apenas viver, observar, mas não consigo. Nos últimos meses, quando a vida mudou pra cá eu não estava tentando; no início, eu ainda queria coisas impossíveis, até que apostei com uma colega que conseguiria parar de achar que água pode dar em pedra. Consegui parar porque não tinha mais dinheiro pra sustentar a aposta. Desde então ando assim sem saber pra onde ir e o que fazer exatamente, só ando fazendo as coisas que devo, as obrigações; às vezes, até as obrigações faço mal e porcamente, e disso eu não gosto. Gosto de fazer as coisas direito.

Só quero sentir de novo a vontade de subir a montanha da esperança, aquela sobre a qual escrevi um dia, aquela onde existem lhamas e obstáculos no caminho, e mesmo assim um raio de sol faz a gente continuar, porque o que a gente mais quer é encontrar alguém pra compartilhar o brilho do sol que nos ilumina. Ou encontrar alguém que seja como um raio de sol em nossa vida. Não importa, alguém que te ajude a entender a composição química-física-antropológica dos sonhos.

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