Da Janela.

A janela tá aberta. A noite já apareceu. Os pernilongos também já deram o ar da graça. Eu continuo aqui, sem banho e sem dormir. Me exilando em uma parte do meu pensamento que é só meu e que eu não compartilho com quase ninguém. Gosto desse beco onde me encontro, às vezes esqueço de como ele é seguro, apesar de escuro e impreciso, daí eu fujo e volto tempos depois quando quero viver novamente aquilo que eu não vivi.

Alguns dizem que a gente não pode querer lembrar do que não aconteceu. É aí que eu me pergunto como que eu faço isso. Sinto que eu não sou daqui, mas também não sou de lá. Tô só querendo encontrar o meu lugar. Achei alguns em que me sinto bem, mas eu ainda não sei.

Vou é me mudar pro Rio de Janeiro. Dizem que lá os sonhos são de verdade.

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