Da Lua Cheia

Estava eu, no início do ano, pensando que quando passa da meia-noite no Ano Novo nada realmente muda. Mal sabia eu que tudo mudaria mais do que eu imaginava nesse ano que chegava de mansinho, devagar como as ondas de um mar calmo em uma manhã de primavera.

Sempre fui dependente do amor. Descobri isso logo no início desse ano, após o insight descrito anteriormente. Assim, resolvi me dedicar a um amor que costumava deixar em segundo plano, a profissão. Talvez não tenha me dedicado tanto, mas floresceu em mim uma sensação de estar fazendo a coisa certa profissionalmente, comecei a falar e a pensar como publicitária, comecei a me ver realmente dentro da profissão que escolhi, mesmo não sabendo qual caminho seguir dentro dele mesma. Só havia, e ainda há, um sentimento de que estou no caminho certo, mesmo que eu não saiba com certeza qual vai ser o destino dessa estrada que eu resolvi seguir.

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Não era disso que eu queria falar quando comecei a escrever esse texto. Não queria falar do semi-conflito profissional que vivo, eu queria mesmo era falar do outro sentimento que anda tomando conta do meu coração, mas o problema é que não sei como abordá-lo, talvez porque sinto demais, tanto que é difícil expressar com palavras certas. Como quando tu olha para um céu estrelado e nota que o universo é maior do que tudo que tu já viu, daí vem um misto de vazio e cheio, como se tu percebesse que somos, na verdade, só grãos de areia no meio de tudo isso, mas também como se tudo estivesse completo quando a Lua está cheia no céu, e tudo na vida parece que pode se ajeitar porque a própria Lua sempre acaba ficando completa em algum momento no meio do infinito em que ela se encontra.

Eu penso muito nas palavras que eu vou usar quando estou escrevendo, sendo que a única coisa que eu queria dizer é que eu me sinto completa, pelo menos no momento. Porque meus amigos são os melhores que eu poderia querer, mesmo com as briguinhas que ocorrem ocasionalmente. E porque encontrei alguém que me entende, mesmo quando não entende. Alguém que é tão sentimental quanto eu.

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Tem um filme, que nunca lembro qual é, que diz que a melhor pessoa pra gente é aquela que nos puxa pra cima mesmo quando o que queremos é ficar no fundo do poço, que faz a gente querer ser melhor.

Na minha mente havia muito mais pra dizer, mas quando começo a escrever é como se as palavras fugissem e nenhuma canção que eu lembro pode me ajudar a descrever. Qualquer uma que fosse, qualquer canção de amor não iria dizer exatamente. Meu problema sempre foi com exatidão e literalidade. Sou muito mais de deixar nas entrelinhas.

Entre as linhas do meu pensamento existe aquela frase que varia tendo o sujeito implícito ou não.

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PS: E, no fim, esse texto ficou confuso. Como um amigo disse: “Diz tudo e nada ao mesmo tempo”

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