Voa.

Amar é libertar o coração pra voar junto com o coração do outro.

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Carta.

Sem destinatário. Sem remetente. Sem um mísero nome pra identificar.

Quem não queria expor o coração ao sol agora acha que um pouco de vitamina D faria muito bem. Pra espantar o mofo, pra dar brilho, pra ter vida.

Sem pensar em nexo se despiu. Do medo, da vergonha, do pudor. Abriu o peito pra mostrar pro mundo o que havia ali dentro.

Mas com o nome do destinatário ainda quer fazer mistério.

Garoa.

​Em São Paulo sonho todas as dúvidas que deixei em Porto Alegre. 

O que eu não tinha certeza virou saudade. Do cheiro, do toque, do sorriso. O jeito manso de ir entrando na minha vida, abrindo todas as portas e janelas que eu achava que estavam fechadas.

A garoa paulistana me fez notar que tenho um sol que brota flores no meu peito e fazem borboletas voarem pelo meu estômago.

Conta os dias que logo eu chego. Que logo entrelaço minha mão na tua.

Efeito.

É engraçado como a vida acontece.

Em um momento tudo parece normal.

No outro, o coração se enche.

Quer explodir. Quer gritar.

Quer sair voando os cabelos aos quatro ventos.

Quer segurar todos os instantes nas mãos.

Cada palavra parece ter a duração de um pra sempre.

Cada batimento se expande, causando um efeito borboleta.

Cada flor vive para semear outra.

 

Spell

Ouço todas as versões de I’ll put a spell on you.

Assisto todos os romances possíveis.

Leio o que dizem sobre o amor.

Tendo a acreditar em tudo.

Prefiro não apostar todas as fichas.

Mas e se ele já tiver apostado?